Os membros da Conferência Episcopal Peruana avançam na agenda de sua 130ª Assembleia Plenária. Evento que se iniciou este 17 de agosto com uma Eucaristia celebrada por monsenhor Carlos García Camader, presidente do organismo.
O encontro congregará até o 21 de agosto aos bispos das 46 jurisdições eclesiásticas do país na cidade de Lima. O objetivo é refletir sobre os desafios pastorais, a realidade do país, o caminho sinodal da Igreja local e a próxima visita do Papa Leão XIV.
Durante la Eucaristía el también obispo de Lurín, llamó a la reflexión personal, tras recordar que la vocación episcopal debe cimentarse en la condición previa de los discípulos. Por eso, invitó a los obispos a despojarse de cualquier tentación de mostrarse con "arrogancia o autosuficiencia", actitudes que pueden desvirtuar la fibra de su misión.

Escuta e sinodalidade
Assim, a mensagem inaugural fez ênfase na necessidade de consolidar uma Igreja receptiva, capaz de viver uma escuta e proximidade real, além dos formalismos. Em sua opinião, trata-se de se entregar com especial atenção aos setores marginalizados, os jovens, as famílias e até mesmo, aqueles que para muitos são "invisíveis na sociedade".
Igualmente, indicou que, diante de problemáticas como a violência, insegurança, corrupção e o sofrimento dos doentes ou dos avós em solidão, a resposta da Igreja não pode ficar nos discursos, mas deve ser ativa, caminhar ao lado de quem sofre.
"Uma igreja sinodal é uma igreja que escuta. O Bispo escuta seus sacerdotes, os consagrados, leigos, famílias, jovens... Escutar não significa perder autoridade; ao contrário, a escuta purifica e fortalece a autoridade quando esta é exercida como um serviço", declarou.

El examen de conciencia
Da mesma forma, os bispos peruanos oraram pela realidade do país, pedindo pela erradicação de males como "a violência, a insegurança, a corrupção e as divisões que ferem nossa convivência"; intenção à qual acrescentaram o sofrimento de muita gente para a qual confiam que encontre na Igreja "uma mãe próxima que os escute, acompanhe e defenda sua dignidade".
Uma exortação a ser “pastores próximos, capazes de acompanhar e escutar; que não somente falem de esperança ou sinodalidade, mas que além de falar, vivam a sinodalidade e sejam um testemunho de esperança, que a transmitam com sua presença”.
Para García é muito importante que os bispos assumam as jornadas da 130° Assembleia Plenária como um espaço para analisar, autoavaliar e se necessário repensar a entrega pastoral a partir do contexto individual, uma oportunidade para reconhecer aquilo que cada um precisa fortalecer para viver com maior fidelidade sua vocação. Nessa linha, os convidou a se perguntar “O que me falta para viver em um espírito de maior transparência no meu ministério episcopal? O que me falta?”

Um chamado ao discernimento
Da perspectiva do presidente do episcopado peruano, é prioritário que os bispos “saibam ouvir antes de falar. Acompanhar antes de julgar. Discernir antes de decidir”, porque seu papel é o de verdadeiros construtores de comunhão.
Intervenção que concluiu advogando para que seus companheiros de missão respondam a Deus com um coração livre. “Que não terminemos nosso ministério episcopal tristes, amargurados e sem vida, virando as costas para Jesus”.
Orientações para o serviço pastoral dos bispos peruanos em uma cerimônia que foi concelebrada por Paolo Rocco Gualtieri, Núncio Apostólico no Peru; Jorge Izaguirre, Bispo de Chosica e primeiro vice-presidente da CEP; Luis Alberto Barrera, bispo do Callao e segundo vice-presidente; e Salvador Piñeiro García-Calderón, Arcebispo de Ayacucho, junto aos demais bispos participantes.
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