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Bispos da Colômbia inauguram Assembleia Plenária com aposta na formação sacerdotal e na reconciliação

A agenda dos bispos inclui a revisão da formação sacerdotal, a prevenção de abusos e o fortalecimento da esperança no país.
7 de julho de 2026 by
Bispos da Colômbia inauguram Assembleia Plenária com aposta na formação sacerdotal e na reconciliação
Luz Marina Medina Garavito
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Noventa bispos de todo o país se reúnem em Bogotá de 6 a 10 de julho para participar da CXXI Assembleia Plenária da Conferência Episcopal da Colômbia, que abriu suas sessões com um chamado a renovar a formação sacerdotal e fortalecer a comunhão episcopal.

Segundo informou a assessoria de imprensa da Conferência Episcopal da Colômbia, durante a abertura da Assembleia, seu presidente, monsenhor Francisco Javier Múnera Correa, convidou os bispos a viver este encontro como um espaço de discernimento, escuta e oração para enfrentar os desafios que hoje a missão evangelizadora apresenta.

Ao inaugurar a CXXI Assembleia Plenária, o também arcebispo de Cartagena chamou a consolidar uma Igreja "sinodal, missionária e misericordiosa", convencido de que a comunhão entre os pastores e o trabalho conjunto são fundamentais para responder aos desafios atuais da evangelização.

Formação para uma Igreja em saída

A revisão da Ratio Nationalis, texto que estabelece as diretrizes para a formação sacerdotal na Colômbia, ocupará um lugar central na agenda. O processo busca harmonizar este instrumento com o itinerário sinodal e com as necessidades pastorais que a Igreja vive atualmente.

Para o presidente da Conferência Episcopal, a qualidade da formação sacerdotal será determinante no processo de renovação da Igreja. Por isso, lembrou que "a tão desejada renovação de toda a Igreja depende em grande parte do ministério dos sacerdotes" e defendeu a formação de presbíteros com equilíbrio humano, profundidade espiritual e uma marcada vocação de serviço.

Cuidado, reconciliação e esperança

Reafirmou a necessidade de continuar construindo uma cultura do cuidado baseada na transparência, na corresponsabilidade e na proteção das pessoas mais vulneráveis. Nesse propósito, insistiu em fortalecer as ações de prevenção, atendimento e acompanhamento às vítimas de abusos, e lembrou o chamado do Papa Leão XIV: "Optemos pela clareza que ilumina e pela franqueza que abre caminhos".

O arcebispo encerrou sua intervenção com uma reflexão sobre a realidade do país, de onde exortou a fortalecer a reconciliação, o diálogo e o compromisso com o bem comum. Apontou que a esperança cristã deve se traduzir em fatos e não apenas em palavras, e assegurou que "buscar juntos o bem de todos, na corresponsabilidade e na fraternidade, não é uma utopia, mas uma possibilidade real".



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