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Igreja mexicana denuncia que migrantes, camponeses, indígenas e afro são presas fáceis das redes de tráfico

A Comissão Episcopal para a Pastoral Social e Cáritas Mexicana emitiram uma mensagem neste 30 de julho no marco do Dia internacional contra a exploração
30 de julho de 2026 by
Igreja mexicana denuncia que migrantes, camponeses, indígenas e afro são presas fáceis das redes de tráfico
Ángel A. Morillo
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A Comissão Episcopal para a Pastoral Social e Cáritas Mexicana emitiram uma mensagem neste 30 de julho para alertar sobre a exploração de pessoas no marco do Dia internacional contra este flagelo.

O pronunciamento foi assinado pelos bispos Eugenio Lira Rugarcía, bispo de Matamoros- Reynosa e presidente da Comissão de mobilidade humana e José Hirais, bispo de Huejutla e presidente da Comissão de pastoral de povos originários e afromexicanos Beltrán durante a comemoração internacional.

Afirmaram que este crime afeta principalmente setores vulneráveis da população. Entre os grupos mais expostos estão migrantes, camponeses, povos originários e comunidades afromexicanas.

Os bispos destacaram que a discriminação e a falta de proteção estatal facilitam o recrutamento. Além disso, apontaram que a xenofobia e o racismo agravam a situação dessas populações no país.

Diante desse panorama, as instituições lembraram a importância da solidariedade humana frente ao sofrimento alheio. Nesse sentido, lembraram que a Palavra de Deus nos questiona com a frase: «Você sabe onde está seu irmão? Você sabe em que condições ele está empregado?».

Exploração laboral e social


As redes criminosas operam por meio do tráfico de seres humanos e de órgãos para financiar suas atividades ilícitas. Além disso, obrigam as vítimas a colaborar com cartéis do narcotráfico sob ameaças constantes.

Os traficantes subjugam as pessoas na prostituição e em trabalhos domésticos dentro de espaços turísticos e industriais. Sobre essa realidade, advertiram que “o tráfico deve ser reconhecido como uma forma contemporânea de escravidão e como uma grave violação da dignidade humana”.

Por outro lado, os prelados indicaram que a inação institucional favorece a impunidade dos grupos criminosos, porque “não reagir com firmeza ou tolerar de qualquer forma essas práticas significa, em certa medida, tornar-se cúmplice hoje das culpas cometidas ontem”.

Adicionalmente, detalharam que as vítimas sofrem opressão e coerção extrema nos locais onde trabalham, de fato padecem “retenção de salários”, enquanto permanecem presas em redes de cativeiro.

Chamado à ação comunitária


Os bispos chamaram a cidadania a rejeitar a exploração laboral, sexual e doméstica em todas as suas formas. Também recomendaram evitar o consumo de produtos que provêm do trabalho escravo na região.

Para alcançar uma mudança efetiva, solicitaram apoio às ações de prevenção, orientação e proteção de vítimas. A esse respeito, manifestaram que a sociedade deve favorecer um desenvolvimento respeitoso lembrando que “todos formamos uma mesma família humana”.

Além disso, asseguraram que a participação cidadã é fundamental para erradicar esse problema social, porque “o tráfico não é invencível” se as comunidades conseguirem unir suas forças adequadamente. 

Finalmente, convidaram a população a manter a esperança e a colaboração constante. “Em comunidade podemos derrotá-lo e fazer deste mundo um lugar melhor para a humanidade”, disseram.


Manifestaram que a sociedade deve favorecer um desenvolvimento respeitoso lembrando que “todos formamos uma mesma família humana”.


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