A Igreja panamenha comemorou nesta quarta-feira, 9 de setembro, a Solenidade de Santa Maria a Antiga, em uma jornada marcada pela celebração de 513 anos de história eclesial e o Centenário da Arquidiocese do Panamá. A Eucaristia foi presidida por monsenhor José Domingo Ulloa Mendieta, presidente da Conferência Episcopal Panamenha.
Durante sua homilia, o arcebispo do Panamá sublinhou que a memória desses cem anos deve se traduzir em responsabilidade. “Não somos espectadores desses cem anos. Somos responsáveis pelos próximos”, afirmou, ao chamar a Igreja panamenha a assumir a história recebida como uma missão.
Uma mesma história de fé
Ulloa revisou as origens da Igreja panamenha e lembrou que em 1513 foi erigida Santa Maria a Antiga do Darién, primeira diocese em Terra Firme. Sua sede passou posteriormente por Panamá Viejo até chegar ao atual Casco Antiguo, e a diocese foi elevada a Arquidiocese Metropolitana.
O prelado sublinhou que o Centenário da Arquidiocese não supõe um novo começo, mas a continuidade de uma história iniciada há 513 anos. “São duas datas distintas, mas a mesma história”, apontou.
A memória desses 513 anos, explicou Ulloa, “não é para nos encher de um orgulho vazio”, mas para assumir uma responsabilidade histórica. Por isso, levantou uma pergunta sobre o presente: se a Igreja ainda é capaz de “enviar, sair e missionar”.
Uma Igreja para o futuro
Igualmente, disse que esta história foi escrita na vida de sacerdotes, religiosos, catequistas, famílias e comunidades que transmitiram a fé ao longo de gerações. “Esta Igreja não chegou até aqui porque sempre fomos extraordinários, mas porque Deus tem sido fiel”, sustentou.
O arcebispo lembrou os bispos e sacerdotes que serviram à arquidiocese e sublinhou que cada geração recebe uma Igreja que deve cuidar e entregar a quem virá. “Os bispos passam. Os sacerdotes passam. As gerações passam. Jesus Cristo permanece”, mencionou.
Além da celebração histórica, Ulloa chamou a aproveitar o Centenário para curar feridas, superar divisões e renovar a vida da Igreja. “O Centenário deve ser também uma oportunidade de conversão”, afirmou, para entregar às novas gerações “uma Igreja mais reconciliada, mais fraterna e mais parecida com Jesus”.
A pergunta central
O Centenário, afirmou Ulloa, deve abrir caminho para uma Igreja “próxima e missionária”, comprometida com os pobres, os jovens e as famílias. “Não somos espectadores destes cem anos. Somos responsáveis pelos próximos”, reiterou.
Com o olhar voltado para o futuro, Ulloa confiou a Santa Maria a Antiga o caminho da Igreja panamenha e chamou a responder com um renovado “Sim a Cristo. Sim ao irmão. Sim à reconciliação. Sim à missão”. Como fechamento, lembrou: “Jesus Cristo permanece”.
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