Pular para o conteúdo

O Cardeal Jaime Spengler alerta sobre a crise climática e exorta a “vigiar para proteger” o bem comum

Em sua reflexão, o cardeal Jaime Spengler manifestou a necessidade de unir esforços para enfrentar os desafios ambientais e sociais contemporâneos, promovendo um modelo de desenvolvimento que coloque no centro a dignidade humana, o cuidado da criação e a responsabilidade com as gerações futuras.
13 de julho de 2026 by
O Cardeal Jaime Spengler alerta sobre a crise climática e exorta a “vigiar para proteger” o bem comum
Micaela Alejandra Díaz Miranda
| Nenhum comentário ainda

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o cardeal Jaime Spengler, expressou sua preocupação com o agravamento da crise climática, os conflitos armados e as desigualdades sociais, e exortou a sociedade a assumir uma atitude de vigilância e responsabilidade para proteger a vida, o meio ambiente e o futuro das próximas gerações.

“Que mundo pretendemos deixar para as futuras gerações?”

Em um artigo intitulado “¡Vigilar para proteger!”, publicado no jornal brasileiro Zero Hora, o purpurado levantou uma pergunta que considera urgente diante dos desafios atuais: “Que mundo pretendemos deixar para as futuras gerações?”.

O cardeal apontou que os dados sobre o aumento das temperaturas, tanto na atmosfera quanto nos oceanos, assim como as consequências derivadas desses fenômenos, geram preocupação. Entre elas, mencionou terremotos, tempestades violentas, cenários de fome e miséria vinculados às alterações climáticas, além dos efeitos dos conflitos armados e da violência.

Segundo o Card. Spengler, o poder econômico e o desenvolvimento tecnológico ocupam um lugar central nos debates sobre as mudanças que atravessam a humanidade. No entanto, advertiu que essas realidades não podem ser analisadas unicamente sob uma perspectiva de crescimento ou rentabilidade, já que “o poder econômico e o desenvolvimento tecnológico são categorias presentes nos debates sobre as mudanças em curso e se referem a problemas humanos, sociais e ambientais”, apontou.

Adicionou que são fatores que “orientam o futuro da humanidade”, um futuro que muitos consideram atualmente em risco e que exige “a contribuição constante e eficaz de todos”.

A memória da tragédia climática de 2024

Em sua reflexão, o arcebispo de Porto Alegre evocou a tragédia climática que atingiu o estado do Rio Grande do Sul em 2024, cujas inundações deixaram destruição e numerosas vítimas.

“A memória coletiva conserva os sinais desoladores da tragédia climática que se abateu sobre o Estado em 2024”, escreveu. Lembrou que a destruição e a morte foram consequências daquela calamidade, mas também refletiram a falta de atenção necessária para construir, manter e promover estruturas adequadas de proteção para os espaços onde as pessoas vivem, estudam e trabalham.

Embora reconhecesse que depois daquela tragédia foram realizados investimentos para a recuperação e o fortalecimento das medidas preventivas, observou que esses esforços avançam lentamente. Por isso insistiu em a necessidade de continuar melhorando as ações que permitam evitar ou, ao menos, mitigar situações semelhantes no futuro.

Vigilância para transformar a sociedade

O cardeal também chamou a atenção para uma situação específica nas proximidades da cidade de Cachoeirinha, no estado do Rio Grande do Sul. Segundo indicou, o avanço de projetos imobiliários na região gera inquietações devido a possíveis impactos ambientais.

O Card. Spengler observou que “o poder do mercado imobiliário com suas especulações avança, sem considerar o perigo que paira sobre a região devido aos recheios ao lado da Freeway”. Diante dessa situação, levantou perguntas sobre a avaliação ambiental das obras e sobre os interesses que poderiam ser favorecidos por elas. “Houve uma avaliação sobre o impacto ambiental? A quem interessa ou favorece tal obra?”, questionou.

O cardeal sustentou que: “O único verdadeiro poder legítimo que possuímos é o de vigilância sobre nós mesmos, de nos transformarmos, nosso coração, nosso olhar e nosso sentir”. Na sua opinião, essa atitude permite desenvolver lucidez, temperança e um olhar crítico capaz de discernir melhor a realidade. Além disso, considerou que essa consciência crítica ajuda a resistir a todas aquelas formas de poder que acabam prejudicando o bem comum.

Inscreva-se gratuitamente em nosso canal do Whatsapp https://bit.ly/4hbWWN0 

Descubra a nova oferta 2026 de cursos, diplomas e licenciaturas no Cebitepal https://bit.ly/4aHAue1 

Porque é preciso cuidar de quem protege a criação, chega o podcast A Vida pende de um Fio https://bit.ly/46cGUiB 

 

Compartilhar esta publicação
Arquivar


OLD NEWS


Faça login para deixar um comentário