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Te Deum do Bicentenário: A Igreja panamenha convida a renovar o diálogo e o compromisso com o bem comum

Dom José Domingo Ulloa chamou a redescobrir a vocação histórica do Panamá como ponte de encontro, justiça e fraternidade entre os povos
25 de julho de 2026 by
Te Deum do Bicentenário: A Igreja panamenha convida a renovar o diálogo e o compromisso com o bem comum
Luz Marina Medina Garavito
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Com uma solene celebração do Te Deum presidida pelo monsenhor José Domingo Ulloa Mendieta, presidente do episcopado panamenho, na Basílica Catedral Santa Maria la Antigua, a Igreja católica no Panamá se uniu à comemoração do Bicentenario do Congresso Anfictiónico do Panamá, elevando uma ação de graças a Deus pela história da nação e renovando o chamado a construir uma sociedade marcada pelo diálogo, pela justiça e pela fraternidade.

O arcebispo metropolitano convidou os presentes —entre eles autoridades nacionais, representantes diplomáticos e fiéis— a viver esta comemoração além da evocação histórica. "Viemos, acima de tudo, reconhecer que o Senhor continua conduzindo o caminhar dos povos", afirmou, insistindo que a história é também um espaço onde se manifesta a Providência de Deus.

Ao se referir ao Bicentenário do Congresso Anfictiônico, dom Ulloa destacou que esta comemoração representa uma oportunidade para que o Panamá renove sua vocação histórica de serviço ao continente. Nesse sentido, convidou a se perguntar "o que Deus espera hoje do Panamá" e como fortalecer o compromisso com a unidade e a cooperação entre as nações.


Panamá, chamada a construir pontes

O prelado assegurou que o maior valor do Panamá não reside apenas em sua posição estratégica, mas em sua vocação de unir as pessoas e os povos. "Antes de ser um ponto de encontro entre oceanos, nosso país está chamado a ser um ponto de encontro entre pessoas", afirmou. Por isso, acrescentou que a ponte mais importante que pode oferecer ao mundo é a do "diálogo, respeito, hospitalidade, justiça e paz".

Em sua reflexão, observou que a humanidade vive um tempo em que a proximidade tecnológica convive com uma crescente dificuldade para o diálogo e o entendimento. Diante dessa realidade, questionou: "Continuamos sendo fiéis a essa vocação? Somos realmente um povo que constrói pontes ou também começamos a erguer muros?".


Justiça, dignidade e bem comum

O líder religioso afirmou que uma sociedade verdadeiramente livre e democrática requer fundamentos éticos firmes. Nesse sentido, advertiu que "não pode haver verdadeira liberdade onde a justiça se enfraquece", nem uma paz estável quando a corrupção mina a confiança cidadã, ao mesmo tempo em que lembrou que toda organização social deve estar a serviço da pessoa humana.

Na mesma linha, o arcebispo evocou a encíclica Magnifica Humanidade do Papa Leão XIV para lembrar que "nenhum progresso pode ser considerado verdadeiro se deixar pessoas descartadas pelo caminho". Acrescentou que o desenvolvimento só é autêntico quando se traduz em uma maior fraternidade, justiça e esperança compartilhada.



Um compromisso para as novas gerações

Igualmente, assegurou que o Congresso Anfictiônico continua oferecendo um roteiro para o presente do Panamá e do continente. "A unidade nunca será fruto da imposição, mas do diálogo; que a paz nunca será consequência da indiferença, mas da justiça", expressou, ao enfatizar que o desenvolvimento só é verdadeiro quando integra os mais pobres e vulneráveis.

No fechamento da celebração, o arcebispo convidou a transformar o Bicentenário em um compromisso concreto com a reconciliação e o bem comum. "Que todos nos sintamos enviados a construir pontes onde outros levantam muros; a promover o diálogo onde surge a confrontação; a defender a dignidade humana onde ela é ameaçada", assegurou, ao lembrar que a missão histórica do Panamá é ser "uma ponte entre os povos".


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